“Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da
música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um
olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o
imaterial peso da solidão no meio de outros.”
| — | Clarice Lispector, último bilhete escrito no hospital da Lagoa, Rio de Janeiro, 7/12/1977. |
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