domingo, 7 de julho de 2013

Por que era necessária uma Expiação?



Expiar significa pagar um preço, sofrer as consequências de um ato errado ou injusto.

Há mais de 2000 anos alguém sofreu uma expiação. Esse alguém tomou sobre si todos os pecados de todas as pessoas que vivem que viveram e que ainda viverão sobre a face da Terra. Mas por que foi preciso que alguém pagasse pelos pecados de todo o mundo?

Tempos atrás, antes de todos nós virmos à Terra, vivíamos em um mundo espiritual, sob a forma de espíritos sem um corpo físico, chamado pré-mortalidade. Neste lugar, convivíamos com nosso Pai Celestial e todos os nossos irmãos espirituais.

Lá houve um conselho chamado Conselho dos Céus. Nesse conselho, o Pai Celestial apresentou um plano onde todos que quisessem O seguir, viriam à Terra, teriam liberdade de escolha, receberiam um corpo físico e ao longo da vida, passariam por provações, assim como também por alegrias, a fim de adquirir experiência suficiente para que ao fim da vida mortal, pudessem voltar à presença do Pai e tornarem-se herdeiros de Seu poder e grande glória sendo Deus o único possuidor de tamanho esplendor.

Entretanto, para levar o plano a efeito, era necessário que alguém, num incondicional amor pelo Pai Celestial e por toda a humanidade, entregasse sua própria vida em favor de todas as pessoas que viriam à Terra. Mas como isso é possível?

O Élder James E. Talmage, antigo membro do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, da qual sou membro, esclarece esta questão no livro de sua autoria, Jesus, O Cristo:



“A expiação deveria ser evidentemente um sacrifício vicário, voluntário e inspirado no amor por parte de Jesus; universal em sua aplicação à humanidade, desde que os homens aceitassem os meios de salvação postos ao seu alcance [...] Para tal missão, poderia ser eleito apenas alguém que não tivesse pecado”. (TALMAGE,       James E. Jesus, O Cristo. Salt Lake City: Copyright, 1964.p.21).

Continuando a tratar sobre o Conselho dos Céus, após apresentar o plano, o Pai questiona a quem deveria enviar para realizar esta grandiosa missão da qual falo. Dois de Seus Filhos mais especiais, estes que eram grandemente instruídos e admirados por todos seus outros irmãos espirituais, apresentaram-se dispostos a cumprir o plano. O primeiro era Jesus, até então Jeová, respondendo ao Senhor afirmou querer ser enviado a fim de cumprir exatamente o plano proposto.

Lúcifer, que mais tarde se tornaria Satanás, apresentou-se também, entretanto, diferente de Jesus, queria modificar o plano. Ao invés dos homens terem liberdade de escolha, todos seriam obrigados a segui-lo e ao final de tudo, a glória seria totalmente sua em vez de ser entregue ao Pai. O Senhor então decidiu enviar o primeiro. Por ter se rebelado, Lúcifer tornou-se Satanás, o pai de todas as mentiras, e com tal rebeldia, foi expulso dos céus. Então ocorreu o momento crucial para todos nós. Os que quiseram seguir Satanás foram expulsos com ele e jamais receberam um corpo. Ao todo, um terço de todos que lá estavam o seguiram.

Todos, enfatizo bem esta parte, TODOS os que escolheram a Jesus Cristo receberam um corpo. Ou seja, cada um que nasceu nesta Terra, desde antes de nascer, como espírito, fez a escolha de seguir a Cristo, no mundo espiritual. Do contrário não teria nascido.

Voltando ao foco, somente Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai, poderia realizar o sacrifício expiatório. Somente Ele poderia suar sangue por cada poro de Seu corpo durante a oração intercessora no Jardim do Getsêmani. Apenas Ele seria capaz de depois de ter sido chicoteado, cuspido, pregado em uma cruz, rogar ao Pai que perdoasse aos que lhe fizeram tais coisas, por não saberem o que estavam fazendo. Citando novamente James E. Talmage:

Jesus Cristo era o único ser que possuía os requisitos para o grande sacrifício:

1-Como único Homem sem pecado;

2-Como Unigênito do Pai e, portanto, o único Ser nascido na Terra possuindo em Sua plenitude os atributos tanto de Deus como do homem.

3-Como o único que tinha sido escolhido no céu e preordenado para esse serviço.

Encerrando este tópico, presto meu singelo testemunho, com a absoluta certeza que a vida de Cristo não começou em Belém nem se encerrou no Calvário. Posso afirmar com segurança que o Pai Celestial ama a todos os Seus filhos, sem qualquer acepção, de tal forma que preparou inigualável plano de salvação para que um dia, se fizermos por merecer, podermos alcançar a exaltação.

Jesus Cristo não foi apenas um homem bom que andou por aí pregando o evangelho. Não foi simplesmente um profeta com princípios simples. Ele é o Redentor do mundo. Graças à Ele hoje temos a dádiva do arrependimento, que foi-nos dada através da Expiação, pelo qual não precisamos sofrer qualquer dano físico quando nos arrependemos de algo de errado que tenhamos feito.

Obtive um testemunho deste maravilhoso evangelho através da fé que exerci ao orar ao Pai Celestial e receber a resposta de que este é o caminho certo. Eu sei. Eu sinto. Sei de onde vim, porque estou aqui e para onde vou se continuar cumprindo fielmente os mandamentos e qual meu destino se não os cumprir.

Que cada um de nós possa refletir e lembrar-se dessas perguntas a nível espiritual:

Quem sou eu? Por que estou aqui? O que acontece depois da morte física?

Queira você ou não, isso é muito importante. Seja você rico ou pobre, branco ou negro, cristão ou ateu, hétero ou homossexual enfim, independente de quem você é aqui ou em que acredita, o Pai Celestial o ama tanto, mas tanto que foi capaz de dar a vida do Seu Filho mais precioso pra que você possa um dia se tornar como Ele é. Você tem um valor inestimável para seu Pai. Ele o ama e isso NUNCA vai mudar. Deixo estas palavras em nome de meu Salvador, o Salvador de todos nós, Jesus Cristo. Amém.
                                                                                  Aldryne Tavares 

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