Pela primeira vez ela sorriu
Mas foi estranho e ele nem
reparou
A cada vez que ela o via
estremecia
Ao invés de dizer “olá”
dizia “alô”
Seu rosto era o retrato da
doçura
Simples ternura só de olhar dava
arrepio
Ela contou assim da forma
mais pura
E quando terminou de novo
ela sorriu
Não pense que era comum
vê-la sorrindo
Era tão triste que a vendo
dava dó
Mas o que a alegrava constantemente
Era ver o rapaz passar, o seu xodó
Quais os seus nomes?
Isso eu nem perguntei!
E na verdade sinceramente
não quis saber
Já me bastava a bela
história que encontrei
Sublime amor, doce calor
pude então ver.
Aldryne Tavares
Aldryne Tavares

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